sexta-feira, 10 de abril de 2009

Junta relembra Salreenses mortos pelo exército de Napoleão

A Junta de Freguesia de Salreu assinala, a 16 de Abril, uma data marcante para a freguesia. Há precisamente 200 anos, um grupo de 60 salreenses foi brutalmente assassinado pelo exército Francês de Napoleão Bonaparte, durante as Invasões Francesas. A efeméride é assinalada junto à Fonte de Bedueiro, no Lugar do Casal às 11 horas.

Um pouco de história:

……Em Novembro de 1807 dá-se a primeira invasão francesa, por um exército Francês comandado por Junot que, incluindo soldados espanhóis, entra em Portugal pela Beira Baixa, caminhando por terras da margem norte do rio Tejo. O exército português, muito enfraquecido, não estava em condições de se opor a um adversário com a fama de invencível, pelo que o regente D. João decidiu transferir a corte para o Brasil, aconselhando que não se resistisse aos invasores. Em Portugal deixa uma junta, ou regência, de cinco membros e dois secretários, presidida pelo marquês de Abrantes. Os invasores ocupam Lisboa e Junot, exonerando a junta, proclama-se governador de Portugal e dissolve parte do exército português transformando-o na Legião Portuguesa que seria usada em Espanha, França e noutras zonas da Europa lutando por Napoleão….

Em Fevereiro de 1809 dá-se a segunda invasão sob o comando do marechal Soult. Os Franceses entram em Portugal por Chaves, Trás-os-Montes, avançando até ao Douro. Os habitantes do Porto fogem utilizando uma ponte de barcas, que ligava o Porto à actual Vila Nova de Gaia. A ponte cede e centenas de populares morrem afogados (Tragédia da Ponte das Barcas) mas, mais uma vez, as tropas anglo-lusas vencem os Franceses, obrigando-os a retirar em Maio de 1809….

Em Julho de 1810, dá-se a terceira invasão, com o "invencível ou filho querido da vitória" marechal francês Massena comandando um exército que entra pela Beira Alta, ocupando Almeida, Mangualde e Viseu, mas são parados pelas forças anglo-lusas no Buçaco. Em vez de se retirar, Massena decide mudar de trajecto e invadir Lisboa via Coimbra, mas é novamente parado nas linhas fortificadas de Torres Vedras, a mais exterior das três linhas fortificadas que protegiam Lisboa. Bate em retirada, sempre perseguido pelas nossas tropas.
Beresford, que tinha sido incumbido de organizar a defesa de Portugal (desde a primeira invasão), continuou no país após esta terceira invasão ingerindo-se fortemente no governo de Portugal, contra a vontade dos portugueses.

As invasões Francesas causaram enormes prejuízos a Portugal, em todos os quadrantes da sua vida, incluindo o roubo de valiosos tesouros e de obras de arte, destruição de monumentos, assassinatos, etc, e contribuíram para a difusão de ideias liberais, que iriam alterar profundamente o pensamento social e político dos portugueses.